2014_12_25 Praça D.Luis I


Edificio onde em 1956 foi inaugurada a Central Telefónica Interurbana de Lisboa. Parte do edificio está coberto por um painel de publicidade ao projeto imobiliário que o reconverteu em prédio de habitação e que acabou por ficar no desenho.

2014_12_20 Basílica da Estrela de Natal


















Minutos finais antes da Noite de Natal.
O ritmo dos ultimos dias intensificou-se. Os passos apressados dispararam na pressa que tomou conta das nossas vidas.
É a última oportunidade para as prendas em falta ou para as falhas na cozinha.
Desenhar a partir do terraço da basílica da Estrela, aquecido pelo sol do meio da manhã é um luxo nestes dias agitados.  Mesmo quando os desenhos não atingem as espectativas é sempre gratificante o tempo passado a observar, a planear, a executar.
Um luxo o tempo.
Amanhã as ruas irão ficando mais vazias à medida que a noite for chegando e uma estrela cruzar o céu.

2014_11_28 Entrecampos


















Pormenor da estátua de Entrecampos (entre o grande e o pequeno) erguida em memória da guerra peninsular na qual foram expulsos de Portugal os exércitos napoleónicos.

2014_13_12 Museu do Oriente

Sábado de manhã, mais uma sessão de desenho do Alfabeto Lisboeta.
O Museu do Oriente tem as peças expostas de uma forma que convida ao desenho. A iluminação, direccionada para os expositores, centraliza a nossa atenção nos objectos, intensificando o efeito dramático das sombras.


Uma das propostas foi desenhar com três canetas diferentes, e só com linha, uma armadura japonesa tentando perceber e representar as várias texturas que compunham as diferentes peças. Neste desenho parte do exercício foi mesmo esquecer as sombras.



















Outra das propostas. Desenhar um friso de figuras acentuando o elemento de repetição.

2014_12_08 Santo Amaro de Oeiras


















Depois de tanta discussão à volta dos feriados foi bom voltar no passado dia oito a viver num dia feriado.
Um dia para desacelarar e só perto do por do sol pegar na caneta e no papel para tranquilamente desenhar o forte de São João das Maias enquanto a luz a desaparecer e o frio a apertar iam empurrando a cor para quando chegasse a casa.

2014_12_06 Mosteiro dos Jerónimos



















Dia frio mas com sol para aquecer as mãos na letra J do Alfabeto Lisboeta.
Desenho com caneta e grafite a partir dos Jardins da Praça do Império e localizado mesmo em frente ao centro do mosteiro.
Fartei-me de tirar medidas mas na altura de passar à prática tive que deixar alguns claustros de fora para reduzir o mosteiro às dimensões do caderno.

2014_11_30 Avenida de Berna


















É difícil desenhar nas ruas de Lisboa sem tirar do cenário três candeeiros de iluminação pública, oito semáforos, cinco sinais de trânsito e duas peças de mobiliário urbano.
Não que os tenha contado. Foi uma estimativa que fiz depois de desenhar a recentemente restaurada igreja de Nª Srª de Fátima.
Projetada por Pardal Monteiro, foi em 1937 a primeira igreja a ser construída  depois da instauração da república e foi no anexo salão paroquial com entrada pela Avenida Marquês de Tomar que funcionou entre 1970 e 1990 o cinema Berna.
Quem foi lá ver o filme Jesus Christ Superstar decerto que se lembra.

2014_11_29 Igreja de São Domingos


















A entrada na igreja de São Domingos causa impacto. A nave central enorme, a cor vibrante do teto e as colunas rachadas e as pedras quebradas em consequência do incêndio de 1959 formam um cenário pouco comum numa igreja.

2014_11_25 Fragmentos


















Desenhos inacabados, experiências ou desenhos rápidos às vezes acabam por ir parar à mesma dupla página do caderno. Na verdade o tempo tem sido curto para desenhar.

2014_10_18 Avenida da República

























Depois de terminada a exposição foi o momento de voltar a ter nas mãos o caderno com os desenhos expostos na Montra do Peugeot City.

2014_11_15 Miradouro da Graça


















Só quando vim publicar este desenho é que me apercebi que o Miradouro da Graça mudou de nome. Agora chama-se Miradouro Sophia de Mello Breyner Andresen.

2014_11_06 Kodak


Sempre que pego nesta máquina fotográfica lembro-me da música do Paul Simon, Kodachrome. Kodachrome era a marca de um filme que a Kodak começou a produzir em 1935 e que entretanto abandonou. A letra falava de dias de sol e dos malefícios da educação que era o que os meus ouvidos adolescentes mais queriam ouvir.

"When I think back
On all the crap I learned in high school
It`s a wonder
I can think at all
...
Kodachrome
They give us those nice bright colors
They give us the greens of summers
Makes you think all the world´s
a sunny day."

2014_11_03 Zeiss Ikon Nettar


















A Zeiss Ikon Nettar começou a ser fabricada em 1949. Este modelo pertenceu ao meu avô, o meu pai ofereceu-ma e agora repousa numa prateleira cá de casa. É do tempo em que a película era um cartucho que se carregava pela parte de trás da máquina e que se ia desenrolando à medida que cada fotografia era tirada. E só havia fotografia a preto e branco.

2014_10_28 Contaminações



















O diário gráfico também é espaço para experiências.
Estas começaram com um pequeno quadrado de cor vermelha.
O que aconteceria se mais fizesse mais quadrados da mesma cor? e se fizesse mais quadrados de outras cores? e se fizesse um quadrado de cor para cada pastilha da caixa de aguarelas? e se combinasse as cores? e se as combinasse antes delas secarem? e se..., e se...
Foram muitos 'ses' até encher duas folhas de 'contaminações'.

2014_10_25 Vale Travesso


















No fim de semana que passou participei num retiro de diários gráficos na Quinta da Casa Velha, perto de Ourém. No sábado à tarde o Mário Linhares propôs-nos sobre o tema O caminho do desenho, fazer um percurso individual pela aldeia vizinha e registá-lo no caderno. Deveriamos estar atentos às nossas escolhas e aos pensamentos por detrás das decisões que tomamos.
Vale Travesso é uma aldeia como serão tantas outras nesta altura do ano. Os telheiros enchem-se de abóboras e de pilhas de lenha para o Inverno. No chão o milho seca ao sol junto com as castanhas fugidas das cascas abertas ali ao lado com o seu ar de ouriços do mar naufragados em terra. Cada casa tem junto uma pequena horta onde os perús e as galinhas bicam o chão entre as couves e a oliveira. Os habitantes estranham a invasão dos urbanos com cadernos na mão e vão respondendo às saudações.
Fui identificando os edifícios públicos. A igreja, a escola primária, o cemitério, o coreto, o lavadouro publico e usei alguns deles para a composição duma página que resumisse o percurso feito.

2014_10_10 Campo Grande
















Desenhar carros é como desenhar árvores. É olhar para o objeto à nossa frente e trazê-lo para o papel.

2014_10_19 Escadinhas de São Tomé



















Voltou o calor.
Fim de tarde em Alfama a sentir os cheiros a incenso e a duche acabado de tomar fugido pela janela da casa de banho que dá para a rua e a cabelos acabados de lavar. A toda a hora turistas a passar para cima, turistas a passar para baixo, turistas de elétrico, de tuk tuk. Turistas a entrarem para os prédios antigos uns mais recuperados que outros. Cansados depois de um dia inteiro a turistar.
A esta hora já ninguém procura os tuk tuk e os condutores fumam um cigarro pausadamente e contam as aventuras do dia antes de recolherem à garagem.
"Excuse me sir! Is this the twenty eight?" Perguntou a turista pelo número do eléctrico com percurso pelos carris que seguiam rua abaixo. "Yes twenty eight!" respondi telegráficamente depois de um breve olhar para confirmar a localização da próxima paragem já a caminho das Escolas Gerais. Ela não perguntou mais nada e eu voltei às linhas com que me coso até ser quase noite e decidir que este desenho ia acabar sem carris e sem fios suspensos.


2014_15_10 Chiado


No Chiado durante a terceira sessão da formação Alfabeto Lisboeta com orientação de José Louro, Mário  Linhares e Ketta Linhares. Cada semana uma letra do alfabeto leva-nos à descoberta de um bairro de Lisboa. Depois de Alfama e da Bica o Chiado de Fernando Pessoa e do poeta Chiado.


A primeira proposta foi fazer uma composição de dupla página com as portas e os nomes dos restaurantes da zona envolvente ao Largo do São Carlos.


Num segundo momento, à porta dos Armazéns do Chiado, ponto de encontro e de passagem obrigatória para quem sobe ao Chiado. Desenhar o percurso da Rua do Carmo e Rua Garrett.

2014_10_05 Convento da Arrábida




















Ao lado da porta de ferro da Igreja permanece uma estátua de Frei Martinho de Santa Maria, franciscano castelhano a quem D. João de Lencastre (1501-1571), primeiro duque de Aveiro, cedeu as terras da encosta da serra e que fundou o convento em 1542.

Começei por fazer um desenho simplificado do casario do convento. No dia seguinte e na página oposta encontrei espaço para o desenho da estátua que entretanto cresceu até sair do papel. No conjunto final o Frei Martinho parece distanciar-se da sua obra para melhor a observar à distância.


2014_10_05 Convento da Arrábida_1

Espaço contemplativo e de retiro, o Convento da Arrábida abriu as suas portas para acolher uma formação de Diário Gráficos com orientação do José Louro. 




Terceiro desenho de um conjunto de três propostas para identificar no nosso horizonte visual os vários planos em que ele se pode decompor. Dividir o horizonte visual em três planos, deixando um deles por desenhar. 


2014_09_30 Campo Grande



















Ao desenhar este fruto da magnólia, apanhado no Campo Grande, foi possível observar as formas complexas e os diferentes tons que o constituem.
Possivelmente terá servido de inspiração para a criação de elementos decorativos usados na arquitetura ou no mobiliário.

2014_09_27 Convento de Cristo

No Convento de Cristo em Tomar durante as Jornadas do Património Cultural.





(A)Riscar o Património/Heritage Sketching.  Uma iniciativa da DGPC – Direcção-Geral do
Património Cultural, com apoio dos Urban Sketchers Portugal.


2014_09_20 Rosa-de-cão



















O 61º encontro dos Urban Sketchers de Portugal, para além de outras boas memórias, vai ficar como o encontro da rosa-de-cão. Um inesperado objeto de desenho no meio de todos as flores do jardim cuja cor e forma me despertou a curiosidade e cujo nome fiquei a conhecer no final do encontro.

2014_08_07 A escavadora



















Cheguei a um ponto neste desenho em que, por medo de estragar o que tinha feito, decidi não avançar mais. É assim o desenho e pus-me a pensar no seu significado.
Desenhar é observar. Desenhar é seleccionar. É tomar decisões. É ter um ponto de vista. O que me atrai no desenho? O desenho de observação leva-nos ao local onde a acção se passa e talvez por isso se aproxime tanto do jornalismo. Fruto dessa relação, e não só, as redes de urban sketchers crescem. Qual o lugar das redes sociais num mundo globalizado em que a informação circula à velocidade da luz?
Sem aviso entrámos a fundo na Idade Digital e a actividade eléctrica do nosso cérebro exige um consumo constante de informação, sem distinguir a noite do dia, que os media tradicionais são incapazes de produzir. Solução: passámos a produzir os nossos próprios conteúdos sejam eles os vídeos do you tube, as fotos do instagram, os textos condensados do twitter ou as publicações dos desenhos do nosso quotidiano nos blogues de Urban Sketchers. Precisamos de estímulos continuamente. E precisamos da segurança de pertencer a uma rede social globalizada que nos suporte numa sociedade em que as relações familiares todos os dias adquirem novas formas.
Todos queremos ser criadores. Todos já somos criadores. A necessidade pela produção daquilo a que há uns anos se chamava de 'conteúdos' explodiu e não se sabe onde vai parar. Os quinze minutos de fama anunciados pelo Andy Warhol chegaram mas são curtos e queremos mais.
Desenhar é fazer parte da acção e estar atento ao desenrolar dos acontecimentos.
Desenhar é pegar num lápis e num papel e encontrar no caderno um espaço de retiro e o tempo para a meditação. Desenhar é uma ferramenta para escavarmos dentro de nós.

2014_09_11 Jardim Bordallo Pinheiro


Estas sapos, peças em faiança artística, pertencem a um vasto conjunto de bichos bordalianos presentes nos jardins do Museu da Cidade. 
A faiança, diz a wikipédia, é uma massa cerâmica que requer vitrificação.

2014_09_02 Av. Barbosa du Bocage



















Sentado num banco público na Av. Barbosa du Bocage com u como na placa toponímica.
Setembro.
Regresso à selva urbana, sentado no meio da floresta de pilaretes, semáforos, sinais de trânsito, candeeiros de via pública e mobiliário urbano de todo o tipo.

2014_08_23 Museu da Carris




Mais do que os eléctricos e os autocarros o Museu da Carris guarda um grande acervo da memória do século XX.



2014_08_18 Praça do Chile











O nome de Fernão de Magalhães passa despercebido para a maioria das pessoas.
Dificilmente haveria em Lisboa melhor praça para colocar o navegador que em 1519 iniciou a primeira viagem de circum-navegação do globo terrestre. De frente para a Av. Almirante Reis, avistando o Martim Moniz, no eixo urbanístico mais multicultural de Lisboa.

2014_08_14 Trafaria











A viagem já não se faz nos antigos Cacilheiros onde se sentia a brisa do mar a bater-nos na cara. Mas visitar a Trafaria ainda significa visitar outro tempo e outra margem.
As cicatrizes da Trafaria estão à vista de todos. Os barcos de pesca que já ninguém repara, a indústria que fechou as portas e ficou a ruína, o impacto dos silos de cereais na paisagem (e provavelmente também nos pulmões). Uma margem tão perto e ao mesmo tempo tão distante.

2014_08_13 Avenida da Igreja











Mantendo sensivelmente as mesmas linhas com mais de 50 cinquenta anos as Vespas não passam de moda.

2014_08_09 Cais do Sodré











Muitos dos problemas que o desenho na rua me coloca por vezes só me lembro deles no local. Decidido a desenhar a praça Duque da Terceira assim que escolhi a vista percebi que ia ter que resolver o que fazer com a fila infindável de carros que lentamente desfilava entre mim e a praça. Resolvi fazer dois desenhos num só. Quando os carros me tapavam a vista desenhava-os. Nos intervalos desenhava a praça. No resultado final ficou um pouco do movimento e da confusão que é o Cais Sodré num sábado de verão.

2014_08_02 Campo Santa Clara

O Campo de Santa Clara deve o seu nome ao Mosteiro das Clarissas aí construído em 1294 e destruído pelo terremoto de 1755 (wikipédia) e desde 1882 que aí se organiza a Feira da Ladra.
Escolhi para publicar estes desenhos feitos durante o workshop de diários gráficos que neste sábado aí ocorreu orientado pelo Richard Câmara. O material usado foi a caneta BIC Cristal preta 1.6mm e lápis de cor (oito cores seleccionadas).

Nos primeiros desenhos para conseguir desenhar na confusão permanente das pessoas em constante movimento optei por me concentrar apenas em três ou quatro peças e cenas simples. 
Desenhar com a Bic para quem, como eu, não está habituado é um pouco como conduzir com gelo na estrada. As derrapagens são permanentes e a caneta nunca trava onde é suposto travar.













Ao fim da tarde os carros invadem a feira para o arrumar das tendas e objetos que estiveram em exposição durante o dia.

2014_07_26 Palhavã











Começado a construir em 1660 na propriedade de Gomes Lourenço de Palhavã o Palácio de Palhavã é desde 1918 propriedade do Estado Espanhol e desde 1939 residência do embaixador espanhol em Portugal.

2014_07_15 Campo Grande











A fazer experiências com grafite e aguarela muito aguada para provocar a contaminação e mistura das cores.

2014_07_19 Herdade da Mourisca











Situada no Reserva Natural do Santuário do Sado a Herdade da Mourisca proporciona condições excepcionais de habitat para as aves aquáticas. E para o desenho também.

2014_07_12 Doca de Alcântara











Para provar que Lisboa é uma cidade marítima nada melhor que um desenho sentado à beira da entrada da doca de Alcântara a observar o trânsito dos barcos que recolhem perto do final do dia antes que a luz se vá.
O movimento dentro e ao redor dos rebocadores revelava o seu estado de prontidão permanente.

2014_07_12 Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos















Construída entre 1945 e 1948 com projeto de autoria de Pardal Monteiro a Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos merece visita ao interior para conhecer as pinturas murais de José de Almada Negreiros.