2013_02_13 Praça de Alvalade



















Sempre que sinto a vontade de desenhar e o horário permite utilizo a hora de almoço para desenhar na rua. Neste dia optei por começar o desenho com uma caneta cinzenta porque escolhi desenhar uma das "bocas" do metro de Alvalade e essa pareceu-me ser a cor dominante da estrutura (e também porque tenho uma caneta cinzenta nova que quero explorar). Depois desenhei o cenário envolvente com a caneta preta para realçar o contraste.
Agora que volto a rever o desenho na hora de o publicar apercebo-me de que fiz o contrário do que vem nos "manuais": linhas escuras no primeiro plano e menos escuras a seguir, para 'diluir' as distâncias.
Ainda não decidi se fiquei ou não contente com o resultado do desenho (não está mal mas podia estar melhor...).
Sei que gostei do tempo que o passei a executar e gostei de encontrar no caderno um espaço de liberdade e experimentação. Mesmo tendo esse espaço apenas o tamanho de um A6.

3 comentários:

  1. Todas as experiências justificam o gozo de um desenho, e às vezes trazem descobertas espantosas. E o desenho ficou óptimo.
    Finalmente acho que os manuais têm razão. Será deformação profissional mas sinto-me a olhar para o desenho pelas costas do papel vegetal...

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  2. Filipe, Ainda bem que nada ficou decidido, assim há sempre um caminho aberto à experimentação, fundamental a quem quer progredir e quem não quer... é melhor arrumar o material.

    Para mim um bom desenho e o que seria de todas as artes se um dia alguém não tivesse tido o arrojo de fazer tudo, ou quase tudo, ao contrário dos manuais?

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  3. Pois é. Chego à conclusão que não podemos passar sem os manuais mas também que eles não nos dizem tudo. Temos que meter os pés ao caminho e aprender com os erros.

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