2015_06_27 Cemitério dos Prazeres


Nunca me soou bem o nome deste cemitério. É o local onde os prazeres estão enterrados? 
Era o nome da quinta que já existia no local disse a wikipédia. 
Desafiado pelo Filipe que encontrara por acaso na baixa de Lisboa, depois do almoço deambulámos pelas ruas desertas do cemitério enquanto o calor e o silêncio se colavam à pele. 
Nomes sonantes e cargos importantes repousam em jazigos que mais parecem palácios em miniatura, réplicas de templos egípcios ou pequenos chalets retirados do Portugal dos Pequeninos. 
Enquanto esperávamos o Manuel e a Marilisa parámos numa pequena praça à sombra e fiz este desenho. A carga do local é tensa e relembrei entes queridos entretanto partidos.
Veio-me também à memória o refrão duma canção cantada por um grupo de country music americana, os CSNY (Crosby, Stills, Nash and Young) que era mais ou menos assim:


6 comentários:

  1. Que "post" tão bonito: profundo, triste e terno.
    E o musgo nas lápides é tão simbólico desse local...

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    1. Obrigado Miú. A minha ideia inicial era essa. Tentar trazer para o papel as marcas da passagem do tempo.

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  2. Ando há algum tempo para comentar este desenho mas por uma razão ou outra ainda não o tinha feito.
    Hoje decidi que teria de fazer porque me impressionou imenso.
    Não é triste nem tão pouco desconfortável, mas de uma beleza comovente. Que belo registo!

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    1. Obrigado Celeste.
      Os cemitérios são espaços calmos para desenhar e meditar.

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  3. Obrigada pelo companhia Filipe! :)
    O desenho e o texto resultaram numa delicadeza a que tu já nos habituaste..
    Havemos de lá voltar no outono/inverno... entretanto fico à espera de um speed draw! ;)

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    1. Olá Marilisa.
      Para já não há nada planeado mas quem sabe. Talvez Agosto traga surpresas.

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