2015_07_25 Terraços do Carmo


Com a inauguração dos Terraços do Carmo fica finalmente concluído o plano de Siza Vieira após o incêndio que consumiu o Chiado em 1988.

2015_07_20 Twingo e o desenho de contorno


Vai fazer no dia 23 de Julho três anos que publiquei o meu primeiro desenho neste blogue.
Não tinha pensado evocar a data até ter recebido por correio electrónico uma publicação digital, organizada pelo Nuno Matos Silva, com trabalhos dos alunos do 1º ano do curso de arquitectura do Instituto Superior Técnico. É já o número três e é dedicado ao laboratório de Química. Podem vê-lo aqui.
Um dos exercícios propostos foi o desenho de contorno dos instrumentos nas bancadas do laboratório e um dos parágrafos do texto de introdução aos trabalhos citava o pintor inglês David Hockney acerca da sua experiência com a técnica do desenho de contorno (ou line drawing na tradução para inglês): "David Hockney, que o pratica (line drawing) com frequência refere o cansaço e a exaltação que proporciona".
Fiquei a pensar se seria esta a razão da minha atracção pelo desenho, ser cansativo e exaltante ao mesmo tempo. Será para manter a prática regular do desenho cansativo e exaltante que continuo há três anos a alimentar o blogue?
Fui googlar 'david hockney line drawing' e acabei por encontrar um excerto do livro no qual o pintor fala sobre o desenho de contorno. Não resisti a reproduzi-lo mesmo em inglês:
"I never talk when I`m drawing a person, especilly if I´m making line drawings. I prefer there to be no noise at all so I can concentrate more. You can´t make a line too slowly, you have to go at a certain speed; so the concentration needed is quite strong. It`s very tiring as well. If you make two or three line drawings it`s very tiring in the head because you have to do it all at one go, something you`ve no need to do with pencil drawings... it`s exciting doing it, and I think it`s harder than anything else; so when they suceed, they`re much better drawings often."
Devia ser isto em que estava a pensar quando encontrei um Twingo abandonado na rua.

2015_07_18 Casa Museu Anastácio Gonçalves

A actual Casa-Museu Dr.Anastácio Gonçalves, um projecto do arquitecto Norte Júnior datado de 1904-05, foi mandada construir pelo pintor José Malhoa para sua casa de habitação e atelier de trabalho. 
 
Peças da colecção de mobiliário.



 

2015_07_05 Casa Velha

 
Com organização da Associação Casa Velha participei no fim de semana passado num retiro de Diários Gráficos.
Oportunidade para respirar fora das rotinas do quotidiano, parar e saborear as pequenas coisas em contacto com a natureza. Tempo para experimentar, para reflectir e para trocar experiências.





2015_06_27 Cemitério dos Prazeres


Nunca me soou bem o nome deste cemitério. É o local onde os prazeres estão enterrados? 
Era o nome da quinta que já existia no local disse a wikipédia. 
Desafiado pelo Filipe que encontrara por acaso na baixa de Lisboa, depois do almoço deambulámos pelas ruas desertas do cemitério enquanto o calor e o silêncio se colavam à pele. 
Nomes sonantes e cargos importantes repousam em jazigos que mais parecem palácios em miniatura, réplicas de templos egípcios ou pequenos chalets retirados do Portugal dos Pequeninos. 
Enquanto esperávamos o Manuel e a Marilisa parámos numa pequena praça à sombra e fiz este desenho. A carga do local é tensa e relembrei entes queridos entretanto partidos.
Veio-me também à memória o refrão duma canção cantada por um grupo de country music americana, os CSNY (Crosby, Stills, Nash and Young) que era mais ou menos assim: