2016_06_09 Alfama


Manhã cedo, véspera de 10 de Junho.
Para descrever a baixa de Lisboa nesse dia o primeiro substantivo que me ocorreu foi um que já não se usa muito: balbúrdia. Trânsito condicionado por causa dos ensaios para as cerimónias no Terreiro do Paço, o Campo das Cebolas é nestes dias um estaleiro de obras e o quarteirão seguinte, a caminho do Jardim do Tabaco, está transformado num campo arqueológico.
Em Alfama a balbúrdia juntou-se ao frenesim. Os preparativos para a véspera de Santo António atingiam o auge com o barulho dos martelos a pregar balcões feitos de tábuas de contraplacado nas paletes que serviam de base às bancas de venda de sardinhas, bifanas e afins.
Desviado da confusão, no interior do bairro, optei por me concentrar nos becos e escadinhas à procura do tempo de Roque Gameiro descartando as decorações de Santo António e os turistas de mala na mão à procura do alojamento com reserva feita no Airbnb.




Depois de olhar as linhas cruas do desenho, num fim de tarde, voltei a Alfama para colocar cor.




2016_06_25 Zentangle na Quinta do Castelo







Com formação apresentada pela Ketta Linhares dedicada à letra Z, de Zentangle, chegou ao fim o Alfabeto Lisboeta, um conjunto de workshops de descoberta de variadas técnicas de desenho e ilustração.
À Ketta, mas também ao Mário e ao Zé Louro, um merecido obrigado pela forma empenhada com que as sessões foram conduzidas e pela forma generosa com que transmitiram novos e aventurosos caminhos na abordagem ao desenho.
Foi um prazer partilhar esta aprendizagem com todos os participantes com que me fui cruzando nas várias sessões.

2016_06_12 Avenida da Liberdade

 


Começam a ser raros os prédios da Avenida da Liberdade que ainda não foram comprados pelas grandes marcas internacionais.
Prémio Valmor de 1915, projecto do Arquitecto Manuel Norte Júnior.

2016_06_18 Quinta do Mocho




Durante a visita guiada à Galeria de Arte Pública Quinta do Mocho, um projecto da Câmara Municipal de Loures que junta intervenção artística com requalificação urbana e cidadania.
As empenas dos prédios são do Vhils e do Smile.

2016_06_07 Rua da Mouraria



Para responder ao desafio do Pedro Cabral de redesenhar Lisboa seguindo o percurso de Roque Gameiro escolhi a entrada para o Colégio dos Meninos Órfãos na Rua da Mouraria onde se destaca um aparatoso arco de estilo manuelino.
As figuras típicas e os antigos habitantes da Mouraria do início do século XX foram substituídos por turistas que com uma mão puxam a mala de viagem e na outra trazem o mapa que olham fixamente à procura de orientação e pelos imigrantes de todo o mundo que fazem da Mouraria o local mais multicultural que encontrei em Lisboa.

2016_06_08 Museu das Comunicações


 



RGB é a abreviatura do sistema de cores aditivas formado por Vermelho (Red), Verde (Green) e Azul (Blue).  O propósito principal do sistema RGB é a reprodução de cores em dispositivos electrónicos como monitores de TV e computador, retroprojetores, scanners e câmaras digitais, assim como na fotografia tradicional (está tudo na Wikipédia).
Desenho com marcadores na sessão R do Alfabeto Lisboeta. Duas motorizadas e uma bicicleta usadas para entrega de correio.


2016_06_04 Escadinhas Damasceno Monteiro


As escadinhas Damasceno Monteiro fazem a ligação entre o miradouro da Senhora do Monte e a Rua Damasceno Monteiro.
Estão num sítio alto mas dali não se avista o Campo Grande.

2016_06_01 Vila Berta

Com as festas dos santos populares à porta a Vila Berta de fachadas recuperadas e sem cabos de telecomunicações, obra promovida pela Associação de Defesa do Património da Vila Berta, prepara-se para o arraial. 
Vila Operária construída por Joaquim Francisco Tojal entre 1902 e 1908 para albergar uma pequena burguesia que despontava graças ao desenvolvimento industrial de Lisboa é hoje uma zona protegida pelo Igespar.





Os desenhos foram feitos na sessão da letra V do Alfabeto Lisboeta.
O material usado foi caneta, aguarela e uma vela artesanal utilizada no céu do primeiro desenho e na textura e brilho dos desenhos das portas e da janela.