2018_02_01 O Abel


A noite adivinhava-se fria e, cada vez mais raro em Lisboa, chuvosa. Fim do dia, regresso a casa pela Praça do (Duque de) Saldanha. Perto do quiosque ouço a música e ao segundo sopro do saxofone reconheço o estilo. É o Abel. 
Avanço ao reconhecimento, trocamos cumprimento rápido para não interromper os sopros, peço um chá quente, sento-me na esplanada longe dos pingos da chuva que começa a cair e começo a desenhar...
Há vinte e muitos anos atrás fomos companheiros no mesmo grupo musical, os para sempre desconhecidos AF Gang, onde com os Jorges (Paulo e Coelho), os Ricardos (Nunes e Coutinho), a Ana Luísa e demais convidados partilhámos sonhos e criatividade. Quando o projeto deixou de ser sustentável cada um seguiu o seu caminho. O Abel foi o único a fazer da música profissão.
... a execução musical está melhor que nunca, o fraseado do saxofone limpo e depurado. Se numa quinta-feira ao fim da tarde passarem pelo Praça do Saldanha em Lisboa e ouvirem um saxofone, parem para escutar o Abel porque vale a pena. 

2017_12_23 Palácio Foz



O Palácio Foz conhecido como Palácio Castelo Melhor, foi projetado no século XVIII.
Com o Terramoto de 1755, o antigo Palácio do Conde de Castelo Melhor ficou arrasado e tornou-se necessário proceder a nova construção. A inauguração do Palácio em 1858 foi realizada com especial solenidade com a bênção da capela consagrada a Nossa Senhora da Pureza do Amor de Deus.
Em 1889 a 6ª Marquesa D. Helena Maria Vasconcelos e Sousa, um ano após ter alugado o palácio a Tristão Guedes de Castelo Branco 1º Marquês da Foz, vendeu-lho. O Marquês da Foz empreendeu então uma grande campanha de obras e decoração, recorrendo a conceituados artistas, sendo as obras dirigidas pelo arquiteto José António Gaspar, e decoradas por nomes como o cenógrafo Luigi Manini, António Baeta, os pintores José Malhoa, Columbano e Rafael Bordalo Pinheiro, Francisco Vilaça, o estucador Domingos Meira, o escultor Simões de Almeida e com particular destaque para o escultor e entalhador Leandro Braga.
Com o súbito declínio da fortuna do proprietário, no dia 6 de Maio de 1901, um monumental leilão levou à praça muito do recheio do palácio.
Em 1908 a casa estava hipotecada ao Crédito Predial e dois anos depois é comprada pelo 1º Conde de Sucena José Rodrigues de Sucena, que transforma o palácio numa “colmeia” arrendando-o a ourives, modistas, fotógrafos, leitarias e mesmo salas de espetáculo. Poucos anos depois estava o palácio de novo hipotecado, desta vez à Caixa Geral de Depósitos, que o adquiriu em 1939 para o vender por sua vez à fazenda um ano mais tarde.
Integrado no património Nacional, beneficiou, a partir de 1944, de grandes obras de restauro, sob orientação da Direção Geral dos Monumentos Nacionais que da empreitada encarregou a equipa liderada pelo arquiteto Luís Benavente. Foi então a partir de 1945 destinado a albergar o Secretariado Nacional de Informação Cultura Popular e Turismo liderado por António Ferro.
A partir de 1974 instalam-se no local, o Instituto da Comunicação Social, hoje Gabinete para os Meios de Comunicação Social, a Inspeção Geral das Atividades Económicas, a Sala de imprensa de Jornalistas Estrangeiros, o Gabinete da Alta Comissária para a igualdade e Família, o posto de turismo da PSP, entre outros.

Mais informação no site do Gabinete para os Meios de Comunicação Social

2018_01_10 Rua Engº Vieira da Silva


O Eng.º Vieira da Silva, foi considerado como o primeiro olisipógrafo, estudioso das temáticas culturais, históricas, sociais e económicas que versam sobre a cidade de Lisboa.  
Por edital de 1956 o seu nome foi dado a um antigo troço da Rua das Picoas (antes Estrada das Picoas), entre a Praça José Fontana e a Avenida Fontes Pereira de Melo. 
Mais informação no blog Toponímia de Lisboa gerido pela Câmara Municipal.

2017_30_12 Largo de São Sebastião da Pedreira



"As primeiras construções na Rua e Largo de São Sebastião da Pedreira datam de meados do século XVI, constituindo já à época uma das saídas da cidade de Lisboa, por ser uma via de continuação da Rua de Santa Marta. No local existiu o palácio do Provedor dos Armazéns, obra do arquitecto francês Fernando Larre, que o construiu inicialmente para habitação própria em 1730. Em 1860, o comerciante José Maria Eugénio de Almeida adquiriu esse palácio, mandando derrubar uma série de edifícios em redor, de modo a alargar o Largo de São Sebastião da Pedreira e dar outra visibilidade ao seu palácio. Mais tarde seria adquirido pelo Estado ao Conde de Vilalva para servir de Quartel-General do Governo Militar de Lisboa e onde ainda hoje funciona a sede do Quartel-General do Exército. A seu lado situa-se o Palácio de Sá da Bandeira, outro dos belos edifícios lisboetas e no gaveto entre o Largo de São Sebastião da Pedreira e a Rua Dr. António Cândido encontra-se um outro bloco de edifícios de três pisos, com os números 46 a 53, correspondentes a antigas vilas operárias hoje recuperadas, de planta rectangular, construídos no início do século XIX. "
Este texto faz parte da Recomendação 04/086(PEV) - Requalificação do Largo de São Sebastião da Pedreira apresentada pelo PEV (Partido Ecologista "Os Verdes")  e aprovada por unanimidade em reunião de câmara a 17 de Novembro de 2015.

2018_01_10 Avenida José Malhoa


A zona envolvente da Avenida José Malhoa com as suas fileiras de edifícios corporativos e cadeias de hotéis internacionais não tem nada de acolhedor. Pouca gente lá circula a pé para além dos empregados das empresas e dos turistas e assim que anoitece a avenida fica deserta.
Até 29 de Janeiro está patente na fundação Gulbenkian a exposição 9 Ideias Parque Praça de Espanha onde estão expostas as propostas finalistas do Concurso Internacional de Ideias promovido pela Câmara Municipal de Lisboa para um futuro parque urbano na Praça de Espanha. 

2017_12_09 Santa Apolónia


Terminal multiusos de Santa Apolónia

2017_12_21 Giras




                                  Bicicletas Giras do serviço de bicicletas partilhadas de Lisboa.