2015_12_29 Alameda


A figura alegórica do tejo montando um ser meio cavalo meio peixe é da autoria de Diogo de Macedo. 
A Fonte Luminosa inaugurada em 1948, esteve muitos anos ao abandono até à sua recuperação em 2012 e está situada num dos topos da Alameda Dom Afonso Henriques. 
À sua frente um grande tabuleiro relvado que se estende até à Avenida Almirante Reis onde ocasionalmente grupos de jovens se reúnem para disputadas partidas de futebol enquanto ali ao lado, nas mesas perto do quiosque, renhidos campeonatos de sueca são seguidos por uma atenta e silenciosa audiência até aos últimos raios de sol do dia.

2015_12_12 Frottage

Foi preciso ir a uma sessão do Alfabeto Lisboeta para saber o que era frottage.



 E foi preciso recorrer à Wikipédia para explicar o seu significado.

"Na arte, frottage (do francês "frotter", em português "friccionar") é um método surrealista e "automático" de produção criativa desenvolvido por Max Ernst.
No frottage o artista utiliza um lápis ou outra ferramenta de desenho e faz uma "fricção" sobre uma superfície texturizada."

2015_12_05 Cascais Shopping


 


No encontro de diários gráficos na apresentação do livro, Lisboa por Urban Sketchers, na FNAC do Cascais Shopping.

2015_03_28 Turim


Em março passado participei no retiro de diários gráficos organizado pelo Mário Linhares.
Num dos dias visitamos o Museu Etnográfico.
Dessa passagem pelo museu resultou um mais video feito pela Patrícia Pedrosa.




E mais alguns desenhos.


2015_11_14 Um ano a desenhar para o futuro

Desenhos de ontem no Reservatório da Mãe d'Água das Amoreiras e no Jardim das Amoreiras durante a oficina de Um ano a desenhar para o futuro, uma iniciativa da casa-atelier Vieira da Silva.
Depois de uma introdução ao seu percurso no desenho o Vicente Sardinha lançou três propostas de desenho:

 1. Escolher o motivo principal do desenho e depois ir desenhando os outros elementos a volta deste.


2. Começar o desenho de um lado da página e ir 'varrendo' a vista escolhida para dentro da página


3. Fazer o desenho sem levantar a caneta


Foi um prazer desenhar com o Vicente e conhecer melhor o seu método de trabalho.

2015_09_11 Linha Amarela


Na língua inglesa diz-se numa só palavra, commute, o processo que na língua portuguesa é descrito pela seguinte frase. Viagem diária entre o local de residência e o local de trabalho. Práticos estes ingleses.

2015_10_18 Museu da Marinha




Desenhos de ontem no Museu da Marinha durante o Encontro 87 dos USKP.

2015_07_15 Parque Marechal Carmona

Integrado no interior do Parque Marechal Carmona, o Museu Condes de Castro Guimarães é o mais antigo espaço museológico do concelho de Cascais.

2015_07_30 Museu Nacional dos Coches


A voz chegou pelas costas. Sem aviso.
"Excuse me!! Do you speak english?"
É aquela frase que se pode ouvir em qualquer parte do mundo quando um estrangeiro nos interpela para obter informação. Esta tinha acento norte americano.
Estava a descer da minha nuvem de concentração e a estabelecer contacto visual quando surgiu nova tentativa.
"Habla español?"
"Yes, a little." disparei, optando por responder à pergunta inicial e assim fugir à ideia de testar o meu "portunhol".
"Do you know where is Muzium dus Kochéss?" ou pelo menos foi isso que eu percebi.
O velho ou o novo?
"The new museum." What else...
A entrada para o museu não é fácil de encontrar. A sinalética é quase inexistente e o museu é composto por dois módulos. Um deles, onde funcionará o auditório e onde está o início da ponte pedonal para passar por cima da Avenida da Índia e da linha do comboio, ainda está em obras.
Não visitei o interior mas imagino-o com muito espaço e com muitos coches. Alguns deles anteriores à Declaração de Independência dos Estados Unidos.



2015_07_20 Twingo e o desenho de contorno


Vai fazer no dia 23 de Julho três anos que publiquei o meu primeiro desenho neste blogue.
Não tinha pensado evocar a data até ter recebido por correio electrónico uma publicação digital, organizada pelo Nuno Matos Silva, com trabalhos dos alunos do 1º ano do curso de arquitectura do Instituto Superior Técnico. É já o número três e é dedicado ao laboratório de Química. Podem vê-lo aqui.
Um dos exercícios propostos foi o desenho de contorno dos instrumentos nas bancadas do laboratório e um dos parágrafos do texto de introdução aos trabalhos citava o pintor inglês David Hockney acerca da sua experiência com a técnica do desenho de contorno (ou line drawing na tradução para inglês): "David Hockney, que o pratica (line drawing) com frequência refere o cansaço e a exaltação que proporciona".
Fiquei a pensar se seria esta a razão da minha atracção pelo desenho, ser cansativo e exaltante ao mesmo tempo. Será para manter a prática regular do desenho cansativo e exaltante que continuo há três anos a alimentar o blogue?
Fui googlar 'david hockney line drawing' e acabei por encontrar um excerto do livro no qual o pintor fala sobre o desenho de contorno. Não resisti a reproduzi-lo mesmo em inglês:
"I never talk when I`m drawing a person, especilly if I´m making line drawings. I prefer there to be no noise at all so I can concentrate more. You can´t make a line too slowly, you have to go at a certain speed; so the concentration needed is quite strong. It`s very tiring as well. If you make two or three line drawings it`s very tiring in the head because you have to do it all at one go, something you`ve no need to do with pencil drawings... it`s exciting doing it, and I think it`s harder than anything else; so when they suceed, they`re much better drawings often."
Devia ser isto em que estava a pensar quando encontrei um Twingo abandonado na rua.

2015_07_18 Casa Museu Anastácio Gonçalves

A actual Casa-Museu Dr.Anastácio Gonçalves, um projecto do arquitecto Norte Júnior datado de 1904-05, foi mandada construir pelo pintor José Malhoa para sua casa de habitação e atelier de trabalho. 
 
Peças da colecção de mobiliário.



 

2015_06_14 Belém


A vontade de desenhar todos os dias dá origem a resultados diversos, uns mais satisfatórios que outros, e a desenhos em diferentes estados de evolução que muitas vezes não chegam ao imaginado no plano inicial. Simplesmente acabam quando têm que acabar.

2015_05_31 Olaio



























A casa Olaio começou com uma loja de venda de móveis que José Olaio abriu em 1886 na Rua da Atalaia. No final dos anos 70 chegou a produzir cadeiras para o IKEA na fábrica de Loures, São João da Talha que entretanto fora construída em 1939.
"Toda a gente tinha uma cadeira Olaio em casa!" atalhou o João quando lhe contei que tinha descoberto na exposição dos Móveis Olaio que visitei no Museu de Cerâmica de Sacavém uma cadeira muito igual a uma outra que ainda existe em casa dos meus pais, no quarto que era o meu, e onde eu me sentava para fazer os trabalhos de casa.
Na exposição podem-se ver algumas das peças de mobiliário mais marcantes da produção da fábrica, assistir a um documentário composto por depoimentos de antigos funcionários e a cadeira Milão que é mesmo igualzinha àquela lá de casa:
"Só a cor da napa do forro do assento é que é diferente. O resto é mesmo igual."

2015_05_29 MUDE

 
Mude significa Museu do Design e da Moda e tem presentemente várias exposições temporárias.
Visitei uma sobre arquitetos designers, uma com fotografias de arquitetos eminentes e outra sobre designers portugueses.
Por uma razão qualquer gosto do desenho de cadeiras. Talvez para tentar desmontar a cadeira para perceber a sua construção ou simplesmente porque gosto da simplicidade das linhas ou do sem número de formas que apresentam.
A cor ficou para casa.

2015_05_29 Pessoinhas


Pessoinhas são primeiras impressões, vislumbres mais ou menos rápidos de pessoas que cruzam as pernas e que folheiam livros e que coçam o nariz.
Pessoas de olhar fixo e que ajeitam o cabelo e que vasculham sacos, seleccionam complicados detalhes técnicos em máquinas fotográficas e que também bocejam depois roem as unhas e puxam as meias para cima.
Pessoas como nós que atendem números de telefone desconhecidos com a quase certeza que se trata de mais uma campanha de vendas de um operador de telecomunicações.

2015_04_11 LNEC Edifício Gulbenkian



Durante o período da Lisbon Week ao percorrer o vasto recinto do LNEC descobri que paisagens com ambiente tropical por vezes estão mesmo ali. Ao virar duma esquina.

2014_04_02 Picoas



Cruzamento da Av. 5 de Outubro com a rua Pinheiro Chagas.

2015_04_15 YOYO

 
Na letra Y do Alfabeto Lisboeta fomos conhecer a YOYO, uma loja/atelier perto do Príncipe Real que tem à venda mobiliário criado em Portugal nos anos 60 e 70 do século XX.

2015_04_01 Maternidade Dr. Alfredo da Costa



Inaugurada em 1932 foi local de nascimento de milhares de lisboetas.

2015_03_28 Una strenua chiarezza


Turim é uma cidade vibrante. 
- "Um reduto de italianos!!" sentenciou o João quando já em Lisboa troquei com ele as primeiras impressões sobre a viagem e ele me contou a sua visita a Turim há quase 30 anos. 
As ruas do centro estão inundadas de gente que quer ver e ser vista e pensando melhor não me lembro de me ter cruzado com muitos turistas.
Sábado à tarde, com uma vela na mochila, arranquei com o Filipe e a Sofia em direcção ao centro da cidade. Quase a chegar à Piazza Castello vejo as pessoas começarem a andar apressadamente na nossa direcção, fumo no ar e sirenes ao longe a piscar. Logo a seguir um grupo de polícias corre para uma rua próxima. As pessoas estavam agitadas e entrámos mesmo à justa na casa de gelados que era a primeira etapa do nosso percurso antes dos empregados correrem as grades de protecção das janelas. Depois de reabrirem as portas da geladaria chegámos à praça e o Filipe seguiu para o Museu Arqueológico. 
Estava a chegar à conclusão que todas as saídas da praça estavam vigiadas pela polícia, quando alguns manifestantes marcharam pela praça empunhando bandeiras encarnadas com a foice e o martelo, pararam e fizeram um discurso sobre a imigração (ouvi mais tarde que a Liga Norte fizera uma contramanifestação e daí a presença policial reforçada). Os manifestantes eram pouco mais que umas dezenas e depois desmobilizaram. Os ânimos pareciam serenados, os italianos estavam calmos e concentrei-me no desenho.
Ao entrar na praça reparara numa única carruagem estacionada em cima de duas vigas de caminho de ferro. Era velha e para transporte de mercadorias (pensava eu). Na lateral tinha afixado o anúncio de uma exposição no palácio/galeria mesmo ao lado. I mondi di Primo Levi com o subtítulo Una strenua chiarezza (Uma clareza vigorosa). 
Uma velha carruagem transportada para o meio de uma praça do centro de Turim pareceu-me um bom objecto para desenhar e para responder ao desafio que tinha sido lançado com o tema da ressurreição (escolhi a palavra ressurreição para simplificar como se fosse possível sintetizar numa só palavra as inúmeras pistas que os desafios do Mário permitem trilhar, mas isso é outra estória) e que obrigava a que o mesmo fosse executado com a tal vela que tinha trazido. 
Tinha escolhido a vista e tinha começado as experiências com a vela quando o Pedro Loureiro passou por ali e me explicou que o Primo Levi tinha sido um escritor italiano (nascido em Turim, vi eu depois na wikipédia) deportado para Auschwitz durante a segunda guerra mundial. Se não tinha sido transportado naquela carruagem teria sido numa igual. Passei a olhar para a carruagem com outros olhos e os meus sentimentos em relação à carruagem tinham mudado. Aquela era a carruagem em que tantas pessoas, em péssimas condições, tinham sido conduzidas para a morte. Aquela carruagem tinha resistido a uma previsível destruição e setenta anos depois da libertação de Auschwitz estava ali no meio da praça para nos obrigar a não esquecer. 
Uma memória viva.

2015_03_20 Palácio Pimenta


 
Instalado no Palácio Pimenta o Museu da Cidade reúne uma vasta colecção - arqueologia, pintura, desenho, gravura, lapidária - que ilustra a história e a evolução de Lisboa desde a pré - história até ao século XIX.

2015_02_12 Urban Sketchers na Lisbon Week


Este ano a 3ª edição da Lisbon Week chega à freguesia de Alvalade.
Evento cultural e artistico de descoberta da cidade de Lisboa conta com a parceria dos Urban Sketchers de Portugal.
Com inauguração prevista para 10 de Abril irá haver uma exposição de desenhos em Diário Gráfico na Reitoria da Universidade. (Com a recente reorganização administrativa das freguesias o Campo Grande onde se situa a Cidade Universitária de Lisboa faz hoje parte da freguesia de Alvalade). Participem.

2015_02_02 Desenho Cru em Fevereiro

Todas as primeiras segundas feiras do mês acontece a sessão de desenho de modelos Desenho Cru.




Escolhi desenhar devagar sem saber os tempos das poses. Quando chegava a altura de desenhar a cara já a Virginie mudara para uma pose diferente.



O José Gomez é um músico de rua que veio da andaluzia e que podemos encontrar nas ruas de Lisboa a tocar integrado numa banda.

2015_01_25 Museu do Ar


Festival de desenho Todos pelos Ares, uma parceria entre os Urban Sketchers Portugal e o Museu do Ar.

2014_12_31 Museu da Electricidade


























A Central Tejo foi uma central termoelétrica, propriedade das Companhias Reunidas de Gás e Eletricidade (CRGE), que abasteceu de eletricidade, toda a cidade e região de Lisboa.
Em Maio de 2006 foi neste edifício inaugurado o Museu da Electricidade.