2018_02_01 O Abel


A noite adivinhava-se fria e, cada vez mais raro em Lisboa, chuvosa. Fim do dia, regresso a casa pela Praça do (Duque de) Saldanha. Perto do quiosque ouço a música e ao segundo sopro do saxofone reconheço o estilo. É o Abel. 
Avanço ao reconhecimento, trocamos cumprimento rápido para não interromper os sopros, peço um chá quente, sento-me na esplanada longe dos pingos da chuva que começa a cair e começo a desenhar...
Há vinte e muitos anos atrás fomos companheiros no mesmo grupo musical, os para sempre desconhecidos AF Gang, onde com os Jorges (Paulo e Coelho), os Ricardos (Nunes e Coutinho), a Ana Luísa e demais convidados partilhámos sonhos e criatividade. Quando o projeto deixou de ser sustentável cada um seguiu o seu caminho. O Abel foi o único a fazer da música profissão.
... a execução musical está melhor que nunca, o fraseado do saxofone limpo e depurado. Se numa quinta-feira ao fim da tarde passarem pelo Praça do Saldanha em Lisboa e ouvirem um saxofone, parem para escutar o Abel porque vale a pena. 

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