2018_08_15 A quebrar vinhetas


As figuras estão a ficar aprisionadas nas vinhetas. Mudança de caneta de 0.6 para 0.4. Os desenhos crescem e libertam-se. Surgem os primeiros sorrisos esboçados. Os dentes são uma dor de cabeça. Têm que ser sugeridos mais que desenhados. Linhas finas cinzentas e a tracejado parecem resolver a questão. 

As caras começam a 
ganhar personalidade mantendo sempre a expressão neutra. A  atenção centra-se no olhar. Descentrar o brilho do olho da cor da pupila? Colocar o branco em cima da pupila anula a pupila. Pintar o olho de cinzento, a pupila a preto e deixar o branco do brilho é muita informação num espaço tão reduzido. Se o modelo tem óculos os óculos devem sobrepor-se às sobrancelhas.  O lábio inferior ganha brilho e fica só delineado, sem cor. A sombra por baixo do lábio inferior dá-lhe a dimensão e o volume. Bebés são outro desafio. Usar o mínimo de linhas. Usar o mínimo de sombras. Conseguir acertar nas proporções.
Cabeça grande. Olhos arredondados, nariz sem volume, só a abertura das narinas por cima de lábios pequenos e carnudos, a boca entreaberta onde se adivinha a baba que escorre e queixo curto. Não há sombras por onde pegar.   

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